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Economia

Taxa de juros: Banco Central decide nesta quarta entre corte e manutenção

Com o mercado dividido após a reeleição de Lula, o Copom define nesta quarta-feira se promove um novo corte ou mantém a taxa Selic em 13,75% ao ano.

Redação•04 de nov. de 2026, 01:30
Taxa de juros: Banco Central decide nesta quarta entre corte e manutenção
Imagem: site

Taxa de juros: Banco Central decide nesta quarta entre corte e manutenção

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central realiza reunião nesta quarta-feira para definir o patamar da taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic. Atualmente em 13,75% ao ano após cinco cortes consecutivos, a taxa será anunciada após as 18h. A decisão ocorre na primeira reunião do colegiado após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para mais um mandato.

O cenário gera divisão entre economistas de bancos. Enquanto a maioria aposta em uma nova redução para 13,50% ao ano, uma parcela considerável projeta a manutenção da taxa no patamar atual. Com a Selic em 13,75%, o Brasil lidera um ranking de 40 países elaborado pelos sites MoneYou e Lev Intelligence. Em termos de juros reais, que descontam a inflação projetada para os próximos 12 meses, a taxa brasileira alcança 8,45% ao ano, seguida pela Rússia, com 6,79% ao ano. A taxa básica serve como o principal instrumento do BC para conter pressões inflacionárias que afetam principalmente a população de menor renda.

Piora no cenário econômico

Após a confirmação da vitória de Lula, o mercado financeiro elevou suas projeções para a inflação, reduziu as expectativas de crescimento econômico e passou a estimar juros e cotações do dólar mais elevados. Para calibrar a política monetária, o BC segue um sistema de metas: caso as projeções inflacionárias estejam alinhadas às metas, há espaço para baixar os juros; caso contrário, a tendência é manter ou elevar a taxa.

Desde o início de 2025, o objetivo foi fixado em 3%, sendo considerado cumprido se o índice oscilar entre 1,5% e 4,5%. O Copom prioriza a inflação esperada para os próximos anos — mirando atualmente o segundo trimestre de 2028 como horizonte relevante —, já que alterações na Selic exigem tempo para impactar a economia. A autoridade monetária utiliza modelos próprios de projeção, o que significa que a deterioração das expectativas do mercado não é incorporada de forma automática nas decisões.

Visão dos analistas

    C6 Bank: Em comunicado assinado pelo economista-chefe Felipe Salles, a instituição avalia que o Copom deve manter a taxa Selic em 13,75% ao ano, interrompendo o ciclo de cortes. O texto aponta que a piora do cenário prospectivo para a inflação reduz espaço para novas reduções, projetando a manutenção da taxa também em dezembro e ao final de 2026 e 2027.

    Banco Inter: A economista-chefe Rafaela Vitória mantém a expectativa de um corte de 0,25 ponto percentual, levando a Selic a 13,50% ao ano, seguido pela comunicação de uma pausa na redução. A analista aponta que a taxa em 13,50% continuaria restritiva para amortecer choques inflacionários do início de 2027, considerando o horizonte do segundo trimestre de 2028, sem vislumbrar continuidade nos cortes após esta quarta-feira.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/11/04/com-mercado-dividido-apos-reeleicao-de-lula-bc-decide-nesta-quarta-entre-novo-corte-ou-manutencao-da-taxa-de-juros.ghtml

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