O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) comunicou na noite de domingo (25) que o recebimento de boletins de urna, a totalização dos votos e a divulgação dos resultados das eleições ocorrerão somente após as 19h (horário de Brasília). A mudança ocorre devido à prorrogação do horário de votação do segundo turno determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), estendendo o pleito até as 19h.
A determinação de Zanin atendeu a pedidos apresentados após relatos de falhas no transporte público e de municípios operando sem a frota municipal integral. Na decisão publicada minutos antes do término originalmente previsto, o magistrado destacou a gravidade dos fatos e ordenou o cumprimento por parte do TSE em todo o território nacional para as seções onde a votação ainda não havia sido encerrada, após esclarecimento com o aval do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques.
Problemas no transporte e pedidos de partidos
A mobilização jurídica no STF foi iniciada pela campanha do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além da Federação Brasil da Esperança e da coligação Brasil Pronto Pra Mais, que acionaram a Corte e a presidência do TSE. Em Salvador (BA), o Ministério Público Eleitoral inspecionou garagens de ônibus e constatou frotas retidas, contabilizando 97 veículos parados em uma garagem e 120 em outra. O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) exigiu a recomposição imediata de 100% da frota municipal, notificando a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) e as concessionárias. Irregularidades semelhantes no transporte também foram reportadas em Sergipe e no Piauí.
Por sua vez, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL), oponente de Lula no segundo turno, solicitou a extensão do horário de votação de forma restrita a pontos do Paraná, de Santa Catarina e de São Paulo, motivada por tempestades e transtornos climáticos.
Repercussão e relatos nos locais de votação
Entre 17h e 18h, a ausência de um informe oficial célere do TSE gerou divergência de orientações e confusão entre mesários e eleitores. Conforme os relatos, determinadas zonas eleitorais adotaram votação em cédulas de papel após o fechamento das urnas eletrônicas, ao passo que escolas reabriram acessos ou mantiveram o encerramento definitivo no horário original.
