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Usinas investem em biometano e captura de carbono para descarbonizar o setor

Setor sucroenergético adota biometano e captura de carbono para reduzir emissões, otimizar resíduos e diversificar fontes de receita.

Redação•27 de out. de 2026, 14:30
Usinas investem em biometano e captura de carbono para descarbonizar o setor
Imagem: site

Usinas investem em biometano e captura de carbono para descarbonizar o setor

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O setor sucroenergético tem apostado em novas tecnologias com o objetivo de reduzir emissões, aproveitar resíduos e ampliar as receitas das usinas. Entre as principais estratégias adotadas estão a substituição de combustíveis fósseis por biometano, a fabricação de biofertilizantes e a captura e armazenamento de dióxido de carbono (CO₂).

Parte desses projetos foi apresentada por empresas como a Cocal e a produtora de etanol de milho FS durante a 26ª Conferência Internacional Datagro sobre Açúcar e Etanol. As iniciativas demonstram a integração da descarbonização nas estratégias industriais e logísticas.

Na Cocal, o foco concentra-se no aproveitamento de resíduos da cana-de-açúcar para gerar biogás e biometano, aplicados nas operações internas e no transporte de cargas. Abel Uchoa, diretor-presidente da Cocal, afirmou que a empresa aproveita subprodutos industriais como vinhaça e torta de filtro para produzir biogás e biometano, além de receber resíduos orgânicos de outras atividades, a exemplo de esterco bovino e de aves, viabilizando o funcionamento das plantas de biodigestão ao longo de todo o ano.

Avanço do biometano na logística

O uso do biometano também avança na logística do setor. Através da operação BioRota, desenvolvida pela Copersucar em parceria com transportadoras, caminhões movidos a combustível renovável transportam açúcar de usinas no interior paulista até o Porto de Santos. Entre os meses de abril de 2024 e março de 2026, a iniciativa realizou mais de 13 mil viagens, percorrendo cerca de 11 milhões de quilômetros e transportando aproximadamente 600 mil toneladas de açúcar. A Copersucar informou que a substituição do diesel evitou a emissão de mais de 8 mil toneladas de CO₂ no período.

A Cocal também substitui o diesel por biometano no transporte de vinhaça, por meio de uma parceria que prevê 44 caminhões movidos a combustível renovável nas unidades de Narandiba e Paraguaçu Paulista, localizadas no oeste paulista.

Armazenamento geológico de carbono

Na produção de etanol de milho, a FS adota a tecnologia de captura e armazenamento de carbono, conhecida como CCS (carbon capture and storage). Desenvolvido na unidade de Lucas do Rio Verde (MT), o projeto captura o CO₂ gerado na fermentação do etanol, comprime o gás e o injeta em uma formação geológica subterrânea para armazenamento permanente.

Daniel Lopes, vice-presidente executivo de sustentabilidade da FS, declarou que a estrutura geológica tem capacidade estimada para armazenar 12 milhões de toneladas de CO₂ ao longo de 30 anos. A unidade industrial emite aproximadamente 423 mil toneladas de carbono por ano.

A FS estima que o projeto viabilize a produção de cerca de 650 milhões de litros anuais de etanol com intensidade de carbono negativa, conforme a metodologia de contabilização. O empreendimento recebeu classificação de projeto-piloto da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) e envolve investimentos de US$ 90 milhões, com avanço dependente de condições regulatórias, operacionais, estudos geológicos, licenciamento ambiental e certificação para créditos no mercado voluntário de carbono.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/agro/usinas-apostam-em-biometano-e-captura-de-carbono-para-descarbonizar-setor/

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