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Valdemar Costa Neto se reúne com Jair Bolsonaro após carta e saída de Flávio do país

Presidente do PL, Valdemar Costa Neto reúne-se com Jair Bolsonaro em Brasília após a viagem internacional e a divulgação de carta pelo senador Flávio Bolsonaro.

Redação•29 de out. de 2026, 04:30
Valdemar Costa Neto se reúne com Jair Bolsonaro após carta e saída de Flávio do país
Imagem: site

Valdemar Costa Neto se reúne com Jair Bolsonaro após carta e saída de Flávio do país

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O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, tem encontro marcado nesta quinta-feira (29) com o ex-presidente Jair Bolsonaro, na residência onde o ex-mandatário cumpre prisão domiciliar em Brasília. A visita, programada para ocorrer das 9h às 11h, foi autorizada na quarta-feira (28) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A articulação entre os dirigentes acontece em meio à reorganização da legenda após a derrota do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial, realizado no domingo (25). O pleito terminou com a vitória do petista, que obteve 64,2 milhões de votos (51,79% dos válidos), frente aos 59,8 milhões (48,21%) conquistados por Flávio.

Repercussão da fuga e carta de Flávio Bolsonaro

Logo após o resultado, o STF determinou a entrega dos passaportes do senador. Contudo, Flávio deixou o Brasil na terça-feira (27), passando pela Argentina antes de seguir em um avião particular para Miami, nos Estados Unidos. A movimentação surpreendeu a cúpula do PL e membros da campanha. Em decorrência disso, Valdemar convocou dirigentes estaduais para alinhar o discurso e debater os rumos partidários.

Já em território norte-americano, Flávio publicou uma carta na quarta-feira (28). Inicialmente, o texto o apontava como o "verdadeiro presidente eleito do Brasil". Minutos depois, a postagem foi apagada e substituída por uma versão em que ele se autodefine como "líder" do país. Na manifestação, o parlamentar manteve acusações de fraude eleitoral sem apresentar provas e sinalizou que pretende comandar a oposição ao governo Lula do exterior. O primeiro documento trazia ainda o brasão histórico da República com a inscrição "Estados Unidos do Brazil".

Posicionamentos e desdobramentos

A postura do senador contrasta com a nota emitida pela direção do PL, assinada por Valdemar, que reconheceu o resultado proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), também declarou que o núcleo político não havia sido avisado previamente sobre a viagem.

A carta gerou reações no Judiciário e entre aliados. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, reafirmou que as eleições ocorreram dentro da normalidade e com respeito constitucional, pontuando que questionamentos legais seguirão os trâmites devidos. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), compreendeu a indignação, mas ponderou que o momento exige responsabilidade e o fortalecimento da oposição pelas vias democráticas.

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump confirmou a autorização de entrada para Flávio Bolsonaro no país, mas evitou comentar o teor da carta golpista. Trump afirmou a repórteres que a eleição brasileira foi "muito estranha" e declarou acreditar que a família Bolsonaro foi "maltratada", embora tenha ressaltado que não se envolveu na disputa.

Condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro depende de autorização da Suprema Corte para receber visitantes submetidos às restrições do tribunal.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/politica/apos-fuga-e-carta-de-flavio-valdemar-deve-se-reunir-hoje-com-bolsonaro/

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