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Economia

Aliados pedem que Lula use pronunciamento para acalmar mercado e defender equilíbrio

Aliados defendem que o presidente reeleito use pronunciamento para garantir equilíbrio fiscal e afastar rumores econômicos.

Redação•03 de nov. de 2026, 12:31
Aliados pedem que Lula use pronunciamento para acalmar mercado e defender equilíbrio
Imagem: site

Aliados pedem que Lula use pronunciamento para acalmar mercado e defender equilíbrio

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Aliados do presidente reeleito defendem que o chefe do Executivo utilize um pronunciamento prometido para esta semana — voltado a celebrar a vitória nas urnas — para assegurar o compromisso com o equilíbrio fiscal em seu quarto mandato no Palácio do Planalto. A avaliação no grupo é de que o próprio presidente deve enviar uma mensagem para tranquilizar investidores e afastar qualquer expectativa de medidas consideradas milagrosas na economia.

A mobilização ocorre após repercussões no último fim de semana decorrentes de informações sobre possíveis alterações na política econômica. Circulou a notícia de que o presidente poderia se reunir com André Lara Resende, um dos formuladores do Plano Real, para debater uma proposta do economista que sugeria a redução da taxa de juros a até 7,5% ao ano e a fixação de um teto para a inflação e para a taxa Selic.

A hipótese do encontro e de mudanças foi rechaçada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que negou a realização da reunião e assegurou a manutenção da política econômica atual. Aloizio Mercadante, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e próximo a André Lara Resende, também declarou durante o fim de semana que não havia agendamento para tal reunião nos dias seguintes.

Ajuste fiscal e programas sociais

Dario Durigan informou que apresentará em breve ao presidente propostas para assegurar o cumprimento do centro da meta fiscal do próximo ano, fixada em um superávit de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB). O plano consiste em realizar um ajuste fiscal ao longo dos próximos quatro anos para impedir cortes drásticos de despesas que possam afetar iniciativas sociais.

O presidente Lula utilizou as redes sociais para assegurar que a administração federal não cortará programas sociais e honrará todos os compromissos assumidos durante a campanha eleitoral, período em que ampliou o Bolsa Família e ofereceu vantagens a microempreendedores individuais.

Histórico econômico e lições do passado

Economistas que integram a equipe de assessoria do presidente apontam que os dois mandatos iniciais de Lula obtiveram êxito devido à adoção de uma cartilha voltada ao ajuste fiscal e à obtenção de superávits primários, fatores que viabilizaram a diminuição dos juros e a expansão econômica do país.

Em contrapartida, avaliam que a adoção de diretrizes econômicas alternativas pelo Partido dos Trabalhadores gerou resultados adversos. Como exemplo, recordam a nova matriz econômica implementada pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega na gestão de Dilma Rousseff, quando o Banco Central reduziu a taxa de juros a 7,25% ao ano sem a realização simultânea de um ajuste fiscal, elevando os gastos públicos. O desfecho resultou em recessão, alta do desemprego e no enfraquecimento político que culminou no impeachment de Dilma Rousseff em 2016.

Fonte: https://g1.globo.com/politica/blog/valdo-cruz/post/2026/11/03/aliados-querem-que-lula-use-pronunciamento-para-afastar-rumores-sobre-nova-politica-economica-e-defender-equilibrio.ghtml

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