NewsHub
Política

Fuga de Flávio Bolsonaro pode abrir vaga para suplente Paulo Marinho

A viagem do senador Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos levanta discussões sobre a possível sucessão por seu primeiro suplente, Paulo Marinho.

Redação•27 de out. de 2026, 23:30
Fuga de Flávio Bolsonaro pode abrir vaga para suplente Paulo Marinho
Imagem: site

Fuga de Flávio Bolsonaro pode abrir vaga para suplente Paulo Marinho

Ouça esta matéria em voz alta

A viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos recolocou o holofote sobre seu primeiro suplente, Paulo Marinho. Empresário e ex-aliado da família Bolsonaro, Marinho rompeu com o clã em 2020 e declarou voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022.

Eleito suplente de Flávio em 2018, Marinho chegou a emprestar sua residência, localizada no bairro do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, para servir de quartel-general da campanha de Jair Bolsonaro. A ruptura pública ocorreu em maio de 2020, quando o empresário afirmou em entrevista que Flávio teria sido avisado por um delegado da Polícia Federal, durante o pleito de 2018, sobre a Operação Furna da Onça. Segundo o suplente, o próprio parlamentar lhe contou o episódio e pediu auxílio jurídico. Flávio negou as declarações na época, classificando-as como invenção e acusando o suplente de cobiçar sua vaga no Senado. As pazes entre eles ocorreram em 2024, após Marinho migrar para o Republicanos em 2023.

Apesar da repercussão da saída do país, a mudança de domicílio não resulta na perda automática do mandato. Pela Constituição Federal, o suplente apenas assume a cadeira em casos de morte, renúncia, cassação do titular ou licença superior a 120 dias. O mandato de Flávio encerra-se em fevereiro de 2027, restando pouco mais de três meses, e, até o momento da publicação, não há pedidos formais de renúncia ou de licença protocolados pelo senador.

Saída do país e investigações

Flávio deixou o Brasil após perder a eleição para Lula no domingo (25). Na ocasião, o senador declarou que não reconhecia o resultado e que solicitaria a anulação do pleito. Na segunda-feira (26), por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal o intimou a entregar seus passaportes. Embora tenha afirmado nas redes sociais que entregaria os documentos, ele não o fez na terça-feira (27), levando a PF a cancelar seus passaportes comum e diplomático.

Aliados relataram que o parlamentar deixou Brasília de madrugada rumo aos Estados Unidos acompanhado da esposa e das duas filhas, motivado pelo receio de prisão. Flávio é alvo de inquéritos no STF: um deles investiga o financiamento do filme "Dark Horse" junto ao Banco Master, sob relatoria do ministro André Mendonça; o outro, relatado por Alexandre de Moraes, apura suposta lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz, amigo do senador. O parlamentar classificou a segunda apuração como "fake news", enquanto Tomaz nega a prática de crimes.

Trajetória de Paulo Marinho

A aos 74 anos, Paulo Roberto Franco Marinho possui trajetória no mercado financeiro, na indústria naval e na comunicação, tendo dirigido o estaleiro Verolme e passado por veículos como o Jornal do Brasil e a Gazeta Mercantil. Na política, presidiu o PSDB do Rio de Janeiro e filiou-se ao Republicanos em 2023. Ele é pai do humorista e político André Marinho e da cantora Giulia Be.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/politica/fuga-de-flavio-pode-dar-vaga-a-suplente-que-declarou-voto-em-lula-em-2022/

Compartilhar