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Economia

Banco digital que quebrou no Paraguai gerenciava US$ 850 milhões públicos

A quebra do Ueno Bank no Paraguai afeta cerca de 3 milhões de pessoas e gerou protestos em Assunção após o bloqueio de contas e de recursos públicos.

Redação•05 de nov. de 2026, 12:30
Banco digital que quebrou no Paraguai gerenciava US$ 850 milhões públicos
Imagem: site

Banco digital que quebrou no Paraguai gerenciava US$ 850 milhões públicos

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O colapso do Ueno Bank, apontado como um dos principais bancos paraguaios e a maior instituição financeira digital do país em volume de clientes, gerou uma grave crise que impacta aproximadamente 3 milhões de pessoas. A instituição financeira geria quase US$ 850 milhões em verbas públicas, montante que abrange recursos da Previdência e do Ministério da Saúde, colocando em risco inclusive a quitação de benefícios para aposentados.

Com a falência, os correntistas perderam o acesso a aplicativos, cartões e aos saldos em suas contas. Entre os prejudicados estão diversos cidadãos brasileiros residentes no Paraguai que utilizavam os serviços da empresa. O cenário de instabilidade motivou manifestações nas ruas de Assunção, capital do país. Na terça-feira (3), grupos de protesto cobraram a restituição dos valores travados na instituição e o impeachment do presidente Santiago Peña. Os atos acabaram reprimidos pelas forças de segurança locais.

Devido à gravidade da repercussão, o presidente da Câmara convocou uma reunião extraordinária com o objetivo de debater o caso. A crise financeira também resultou em alterações no comando do sistema financeiro nacional: o presidente do Banco Central pediu renúncia do posto, ao passo que oito diretores do Ueno Bank receberam voz de prisão. Órgãos fiscalizadores constataram que o índice de solvência da entidade despencou para menos da metade do patamar mínimo estabelecido pelas leis.

Como resposta ao colapso, o Banco Central determinou a intervenção oficial no banco. Adicionalmente, o fato de o presidente Santiago Peña ter sido sócio do grupo controlador do Ueno Bank até o ano anterior intensificou a pressão política sobre a administração federal. A instituição financeira mantinha patrocínio à seleção paraguaia de futebol, cujos atletas expressaram publicamente apoio aos atingidos pela falência, sendo que alguns dos próprios jogadores também mantinham recursos aplicados na instituição.

Fonte: https://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2026/11/05/banco-digital-que-quebrou-no-paraguai-administrava-mais-de-us-800-milhoes-em-dinheiro-publico.ghtml

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