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Disputa pela presidência do Congresso acirra relação entre governo e oposição

A disputa pela presidência do Congresso Nacional movimenta os bastidores políticos entre o governo e a oposição para a próxima legislatura.

Redação•06 de nov. de 2026, 06:30
Disputa pela presidência do Congresso acirra relação entre governo e oposição
Imagem: site

Disputa pela presidência do Congresso acirra relação entre governo e oposição

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A corrida pela presidência do Congresso Nacional volta a colocar em rota de colisão os blocos governista e oposicionista para a legislatura que se inicia em fevereiro. O atual presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), busca uma nova recondução ao cargo apostando em articulações políticas e em uma aliança circunstancial com o Palácio do Planalto. Para vencer, ele precisa obter ao menos 41 votos entre os 81 senadores.

Na largada, Alcolumbre conta formalmente com o apoio de sua federação partidária, que une União Brasil e PP e soma onze senadores, além de integrar o rol de aliados da base do governo Lula, que engloba PT, PSB, PDT e Rede. Do outro lado, o senador Rogério Marinho (PL-RN) foi lançado oficialmente como o candidato da oposição, partindo teoricamente com os 29 votos de sua legenda. O partido Novo também declarou apoio a Marinho, enquanto o cenário é marcado por expectativas de traições e movimentações nos bastidores.

A disputa envolve interesses institucionais e pragmáticos de grande peso. O comando do Senado confere a prerrogativa de definir a pauta de votações, ditar o calendário para a análise de indicações presidenciais — incluindo cargos em embaixadas, diretorias e presidência do Banco Central, além de estatais e bancos públicos —, gerenciar a distribuição de bilhões de reais em emendas parlamentares, autorizar Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) e ocupar a terceira posição na linha sucessória da Presidência da República.

Enquanto Alcolumbre utiliza sua interlocução e capacidade de articulação para atrair apoios, oferecendo cargos e verbas, a oposição aposta em pautas caras ao bolsonarismo caso conquiste o comando da Casa. Entre as principais bandeiras defendidas pelo grupo de Marinho estão o avanço de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) — com destaque para Alexandre de Moraes —, a revisão da reforma tributária, o fim da reeleição para presidente da República, a extinção do foro privilegiado e a discussão de uma proposta de anistia para os condenados pelos atos de 8 de Janeiro e para o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O pleito também ganhou um novo elemento com o anúncio da candidatura da senadora Tereza Cristina (PP-MS), que busca viabilizar seu nome para a disputa da mesa diretora mesmo após o seu partido declarar apoio inicial a Alcolumbre. O cenário político na Casa legislativa permanece em aberto e promete definir os rumos institucionais do país nos próximos anos.

Fonte: https://veja.abril.com.br/politica/briga-pelo-congresso-promete-incendiar-mais-uma-vez-o-embate-entre-governo-e-oposicao/

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