O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu uma mensagem ao povo brasileiro nesta quarta-feira (21) reforçando a importância da defesa da Constituição, do Estado Democrático de Direito e do acatamento aos resultados legítimos das urnas no segundo turno do pleito.
O documento publicado pela entidade destaca que os resultados representam a liberdade de escolha da população sobre seus governantes e incentiva uma participação consciente na votação. Sem citar partidos ou nomes de candidatos, o texto repudia ações que tentem interferir na liberdade de decisão dos cidadãos. “O voto é livre e secreto. Ameaçar ou pressionar eleitores bem como negociar votos são práticas inadmissíveis”, declara a nota.
A instituição também enfatiza que o papel da sociedade não se encerra com o fim da votação, lembrando que os eleitores mantêm a responsabilidade de fiscalizar e cobrar políticas públicas após o pleito. “Governos recebem mandatos, os cidadãos conservam a responsabilidade de participar, fiscalizar e reivindicar. A crítica responsável e o diálogo franco fortalecem a democracia”, aponta o comunicado, que vincula essa prática ao direito à informação confiável, à liberdade de expressão e à proteção de denunciantes de injustiças, orientando ainda a avaliação da trajetória e dos compromissos democráticos dos postulantes.
Para os futuros ocupantes de cargos executivos, a CNBB cobra dedicação a temas como trabalho digno, saúde, educação, moradia, alimentação, segurança de qualidade, proteção ambiental, direitos humanos e promoção da paz. “O desenvolvimento deve assegurar vida digna e justa a todos e oportunidades às novas gerações. Espera-se que todos(as) os(as) eleitos(as) assumam esses compromissos com determinação”, pontua o conselho.
Encerrando o documento, a entidade religiosa demanda atenção especial à população empobrecida e a pessoas sob ameaça, clamando por uma convivência fundamentada na verdade, na fraternidade e na paz. O segundo turno da disputa está marcado para este domingo (25), envolvendo a disputa presidencial entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além de votações para governador em cinco estados e no Distrito Federal.
