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Custo de vida elevado domina preocupações de eleitores americanos

Custo de vida e habitação dominam as preocupações dos eleitores americanos nas eleições de meio de mandato, enquanto especialistas alertam que mudanças no Congresso não resolverão a crise de acessibilidade.

Redação•03 de nov. de 2026, 14:31
Custo de vida elevado domina preocupações de eleitores americanos
Imagem: site

Custo de vida elevado domina preocupações de eleitores americanos

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O aumento do custo de vida surge como a principal preocupação dos eleitores americanos às vésperas das eleições de meio de mandato marcadas para esta terça-feira (3). A disputa definirá o controle do Congresso, enquanto despesas como aluguel, supermercado, eletricidade, assistência médica e contas domésticas pesam fortemente sobre a população.

De acordo com uma pesquisa recente da Reuters/Ipsos, 47% dos eleitores registrados apontam o custo de vida como o fator mais determinante para o voto. Além disso, levantamentos indicam que cerca de dois em cada cinco americanos relatam não ter dinheiro sobrando após quitar as contas mensais.

Um morador de Nova York declarou que os preços dispararam e atribuiu a responsabilidade à administração. Outro morador da cidade afirmou que a atual administração precisa de uma mudança, um novo começo e de alguém mais jovem e em sintonia com a realidade. Um terceiro morador pontuou que nenhum dos partidos políticos fez um bom trabalho na gestão da economia.

Apesar de os republicanos terem concedido deduções fiscais temporárias qualificadas em relação a gorjetas, horas extras e contribuições previdenciárias para alguns idosos, pesquisas apontam que a grande maioria dos eleitores desaprova a condução da economia pelo presidente Donald Trump, com índices ainda menores de aprovação em relação especificamente ao custo de vida. Trump havia vencido as eleições de 2024 impulsionado por promessas de campanha para baixar os preços, que já haviam subido durante o mandato de seu antecessor, Joe Biden.

Uma maioria bipartidária aponta as tarifas impostas por Trump e a guerra em curso com o Irã como causas para a alta nos preços de alimentos e combustíveis. Nicholas Economides, professor de economia da Stern School of Business da Universidade de Nova York, corrobora essa visão ao afirmar que a inflação atual é impulsionada pelo conflito no Oriente Médio e pelo alto preço do petróleo e derivados.

Entre os eleitores mais jovens, na faixa etária de 18 a 34 anos, o alto custo da habitação aparece como a principal questão política, superando os preços dos alimentos e a proteção da democracia. Susan Wachter, professora de mercado imobiliário e finanças da Wharton School, da Universidade da Pensilvânia, aponta que as tarifas de Trump, as políticas de imigração e o encarecimento de combustíveis elevaram os custos de construção de moradias. Contudo, ela destaca um obstáculo ainda maior para a compra de imóveis acessíveis:

  • As taxas de juros elevadas, que impulsionam o aumento das taxas de hipoteca.
  • A necessidade de mudanças transformadoras significativas nos gastos e impostos por parte de democratas e republicanos para solucionar o problema nacional.

Economides reforça que a disciplina fiscal bipartidária é indispensável para conter o custo de vida, advertindo que o crescimento da dívida por meio de grandes déficits representa um perigo para os Estados Unidos.

Especialistas alertam, contudo, que uma alteração no controle do Congresso trará pouco impacto imediato para resolver a crise de acessibilidade. Segundo Wachter, a questão exigirá mais do que uma simples mudança de controle político e não será resolvida neste ciclo eleitoral.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/macroeconomia/aumento-do-custo-de-vida-e-a-principal-preocupacao-dos-eleitores-americanos/

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