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Eleição na Flórida testa força republicana e domínio de Trump

Eleição de meio de mandato na Flórida testa a força do reduto republicano de Donald Trump com disputa acirrada e insatisfação de eleitores.

Redação•03 de nov. de 2026, 15:30
Eleição na Flórida testa força republicana e domínio de Trump
Imagem: site

Eleição na Flórida testa força republicana e domínio de Trump

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A disputa eleitoral de meio de mandato, realizada nesta terça-feira, 3, coloca à prova o domínio político do presidente Donald Trump em seu reduto conservador na Flórida. Tradicionalmente conhecida por alternar o pêndulo político no passado, a Flórida é governada pelo Partido Republicano há mais de 30 anos, com hegemonia também na Assembleia Legislativa.

Apesar do histórico de solidez conservadora, pesquisas indicam que a corrida atual pode ser mais acirrada do que o esperado. O candidato democrata ao governo estadual, David Jolly, registrou avanço e aparece apenas 2 pontos percentuais atrás do republicano Byron Donalds, que conta com o endosso de Trump e do governador Ron DeSantis. Há quatro anos, DeSantis venceu a disputa com quase 20 pontos de vantagem, cenário que contrasta com a recente queda de desempenho do partido.

Ex-congressista republicano de Tampa, Jolly mudou de legenda e adotou um perfil centrista na campanha. A estratégia busca atrair os 3,3 milhões de eleitores independentes do estado, segmento que tende a favorecer os democratas, conforme apontam levantamentos do Laboratório de Pesquisa de Opinião Pública da Universidade do Norte da Flórida.

Os resultados das urnas vão demonstrar se a impopularidade de Trump, que tem impactado os republicanos em âmbito nacional, afetará seu estado natal adotivo. Os democratas chegam ao pleito embalados por vitórias em eleições suplementares recentes, ocorridas desde Miami até Palm Beach. Especialistas e dados indicam que parte dessa movimentação decorre da desilusão do eleitorado latino com o status quo.

Segundo Clarissa Martínez de Castro, vice-presidente da Iniciativa de Voto Latino da organização UnidosUS, o cenário é marcado pelo descontentamento e não pelo entusiasmo. Uma pesquisa interna divulgada pelo site Politico também aponta que a corrida pelo Senado está equilibrada dentro da margem de erro, com 47% das intenções de voto para a deputada estadual democrata Angie Nixon e 49% para a republicana Ashley Moody, que assumiu o cargo em 2025 após a renúncia de Marco Rubio para ocupar o posto de secretário de Estado sob Trump.

Embora o impacto prático na mudança de votos ainda seja incerto, dados da UnidosUS mostram que um quinto dos entrevistados que apoiaram Trump em 2024 declararam que não fariam a mesma escolha hoje. Dois anos antes, o apoio dos latinos permitiu que Trump se tornasse o primeiro candidato republicano a vencer em Miami — segunda cidade mais populosa da Flórida — desde George H.W. Bush, em 1988.

A principal preocupação do eleitorado continua sendo a economia doméstica. Na pesquisa Univision/YouGov realizada em outubro, 70% dos participantes desaprovaram a gestão de Trump em relação ao custo de vida, enquanto 40% relataram piora nas finanças pessoais em comparação ao ano anterior. Na disputa para a Câmara dos Deputados na região de Miami, a deputada republicana Maria Elvira Salazar defende uma vantagem apertada em um distrito onde venceu anteriormente com folga de 21 pontos, tendo inclusive veiculado um anúncio publicitário no qual afirma que eleitores latinos se sentem traídos.

O descontentamento hispânico também reflete a insatisfação com a repressão do governo Trump contra comunidades imigrantes. Dados de uma campanha de visitas sindicais realizada em Miami entre março e junho apontam que 58% dos entrevistados disseram estar decepcionados com a política de imigração, e 19% relataram raiva em relação ao tema.

Fonte: https://veja.abril.com.br/mundo/eleicao-de-meio-de-mandato-e-teste-de-forca-da-florida-como-reduto-republicano-de-trump/

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