NewsHub
Política

Deputado eleito no PR apoia movimento de demissão de petistas e é alvo do MPT

Deputado eleito no PR, Guilherme Kilter apoiou movimento de demissão de petistas e recebeu recomendação do MPT-PR para se retratar.

Redação•28 de out. de 2026, 16:30
Deputado eleito no PR apoia movimento de demissão de petistas e é alvo do MPT
Imagem: site

Deputado eleito no PR apoia movimento de demissão de petistas e é alvo do MPT

Ouça esta matéria em voz alta

O vereador de Curitiba e deputado federal eleito pelo Paraná, Guilherme Kilter (Novo), publicou um vídeo nas redes sociais na terça-feira (27) no qual apoia o movimento denominado "demita petista". A iniciativa incentiva empresários a demitirem funcionários que tenham manifestado apoio ou declarado voto no presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No conteúdo, o político celebrou relatos de pessoas que teriam sido dispensadas por suas posições políticas e apontou o crescimento da mobilização.

Na gravação, Guilherme Kilter também criticou a queda na bolsa de valores e a alta do dólar registradas na segunda-feira (26), dia posterior ao segundo turno. O parlamentar argumentou que, diante do cenário econômico, caso empresas precisem realizar cortes ou reestruturações, seria recomendável começar pelos funcionários petistas. As declarações provocaram reações divergentes, com apoiadores elogiando a postura e críticos cobrando uma atuação do Ministério Público do Trabalho (MPT).

Recomendação e resposta do MPT-PR

Ainda na terça-feira (27), após receber denúncia de assédio eleitoral, o Ministério Público do Trabalho no Paraná (MPT-PR) expediu uma recomendação para que o parlamentar publique uma retratação nas redes sociais. O órgão determinou que Guilherme publique um novo vídeo, no mesmo formato e canal, informando que os trabalhadores têm o direito de escolher livremente seus candidatos, sendo proibida qualquer medida retaliatória por parte dos empregadores.

O conteúdo corretivo deve permanecer ativo no perfil por cinco dias, e a comprovação precisa ser enviada ao MPT-PR em até 48 horas. A recomendação também exige que o deputado eleito se abstenha de estimular ou solicitar que empregadores discriminem ou demitam trabalhadores por convicção política, além de remover as postagens anteriores. O órgão alertou que o descumprimento pode gerar medidas administrativas e judiciais.

Em resposta, Guilherme Kilter afirmou que apresentará uma representação junto ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) nesta quarta-feira (28) para pedir a suspensão da medida. O político argumenta que o MPT extrapolou suas atribuições ao tentar interferir na atuação parlamentar, sustentando que possui imunidade parlamentar e que não atua como empregador.

Casos semelhantes e repercussão em Teresópolis

O Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ) também ajuizou uma ação cível pública contra a deputada estadual reeleita Índia Armelau (PL). A medida ocorreu após a parlamentar sugerir em rede social que empresários conferissem as redes de funcionários e demitissem eleitores de Lula, sob a alegação de que não faria sentido manter quem odeia empresários na empresa. O MPT pede à Justiça que a deputada cesse os incentivos à discriminação, publique um retratação e arque com o pagamento de multa de R$ 100 mil por descumprimento e R$ 500 mil por dano moral coletivo. Nas redes, Índia afirmou apoiar a campanha "Não Contrate Quem Odeia Empresários".

Em Teresópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, entidades repudiaram na terça-feira (27) uma campanha de boicote a comércios locais supostamente pertencentes a apoiadores de Lula, após a vitória sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no domingo (25). Circulou em grupos de mensagens uma lista de estabelecimentos que não teriam apoiado Flávio, acompanhada de um vídeo do advogado Klauss Fins, que incentivava a colocar uma estrela vermelha na porta de comércios de petistas e a negociar apenas com patriotas. Outro vídeo mostrou homens queimando uma bandeira de Lula na rua.

A Prefeitura de Teresópolis, o diretório municipal do PL, o diretório do PT, o Sindicato do Comércio Varejista e a OAB local emitiram notas de repúdio aos atos de intimidação, perseguição política e coação comercial, destacando a liberdade de escolha e a importância de preservar o ambiente econômico e democrático.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/deputado-eleito-no-pr-defende-demissao-de-petistas-e-cita-movimento-forte/

Compartilhar