Os eleitores dos Estados Unidos vão às urnas nesta terça-feira (3) para as chamadas Eleições de Meio de Mandato, conhecidas como Midterms. O pleito coloca em disputa o controle da Câmara dos Representantes e de parte do Senado, podendo impor limites significativos à administração do presidente Donald Trump na segunda metade de seu governo. Trump assumiu a Casa Branca em janeiro de 2025.
Na Câmara dos Representantes, todos os 435 assentos estão em disputa. No Senado, 35 das 100 cadeiras serão renovadas. Além disso, os americanos escolhem 36 governadores, representantes de legislaturas estaduais e outros ocupantes de cargos públicos. O resultado das urnas ditará as condições políticas para a continuidade da agenda legislativa do presidente republicano. Caso o partido mantenha a maioria em ambas as Casas, terá mais facilidade para aprovar prioridades; uma vitória democrata, por outro lado, pode dificultar os planos e abrir caminho para investigações governamentais.
Histórico das Midterms e cenário atual
Em sua primeira passagem pela Casa Branca, em 2018, Trump enfrentou sua primeira eleição de meio de mandato. Naquela ocasião, os republicanos ampliaram a vantagem no Senado — passando de 51 para 53 senadores, contra 45 democratas e dois independentes alinhados à oposição —, mas perderam o controle da Câmara para os democratas, que conquistaram 235 cadeiras frente a 199 dos republicanos após uma perda de 42 assentos do partido governista.
Para a votação atual, o Partido Republicano enfrenta pressões decorrentes de fatores como a guerra no Irã e os preços dos combustíveis e alimentos. Pesquisas de opinião apontaram vantagens para os democratas em diversos momentos. Um levantamento da Universidade de Quinnipiac de 10 de setembro mostrou que 49% dos eleitores queriam o controle democrata na Câmara, enquanto 38% preferiam a liderança republicana e 13% não opinaram. Como o voto não é obrigatório no país, a mobilização é um fator crítico: uma pesquisa Reuters/Ipsos apontou que 46% dos democratas estavam muito entusiasmados com a votação, ante 31% dos republicanos.
Aprovação presidencial e pesquisas na véspera
Na véspera da eleição, divulgada na segunda-feira (2), uma pesquisa Reuters/Ipsos apontou que a aprovação de Donald Trump estava em cerca de 32%, repetindo o índice da semana anterior e ficando ligeiramente acima da mínima histórica de 31% registrada duas semanas antes. O levantamento nacional ouviu 1.765 adultos americanos pela internet, com margem de erro de dois pontos percentuais.
Entre os eleitores independentes registrados, 50% enxergavam o voto para o Congresso como um ato contra Trump, 13% como um voto a favor e 33% disseram que o presidente não era um fator determinante. No chamado voto genérico, 46% pretendiam votar nos democratas e 38% nos republicanos, configurando uma vantagem democrata de oito pontos percentuais, que havia sido de 11 pontos na semana anterior.
