As Forças Armadas dos Estados Unidos conduziram ataques limitados na ilha de Qeshm, no Irã, nesta segunda-feira (2). A informação foi repassada por três autoridades americanas à CNN, que classificaram a investida como uma ação de caráter defensivo voltada para a proteção de ativos norte-americanos na região.
Segundo uma das autoridades, a operação dos EUA aconteceu em resposta a disparos realizados pelo Irã contra uma aeronave norte-americana. Outra fonte ouvida destacou que a medida foi adotada porque os iranianos utilizaram mísseis terra-ar contra ativos do país. O jornal americano The Wall Street Journal divulgou a operação em primeira mão, apontando que ações semelhantes já haviam sido executadas anteriormente de forma sigilosa.
A ofensiva ocorre na véspera do dia de eleição de Meio de Mandato nos Estados Unidos e evidencia que a situação com o Irã permanece sem solução, mantendo viva a possibilidade de um conflito armado. Uma fonte informou que o governo manteve a ação sob sigilo de maneira deliberada para evitar conferir uma dimensão excessiva à medida defensiva.
Declarações de líderes americanos
O episódio coincide com declarações do presidente Donald Trump, que afirmou nesta segunda-feira nas redes sociais que a diplomacia com Teerã continua em andamento e que um acordo "poderia acontecer". Em entrevista à Fox News na noite de segunda-feira, Trump evitou comentar especificamente os relatos sobre os novos ataques, mas defendeu sua decisão de iniciar um confronto, classificando-o como uma "guerra muito branda" e afirmando que não há um conflito violento em curso no momento. O presidente também sugeriu que existe uma chance considerável de firmar um acordo.
O vice-presidente JD Vance seguiu a mesma linha em declaração a jornalistas, informando que os EUA e o Irã obtiveram "algum progresso" rumo a uma solução para o conflito. Vance ressaltou que os iranianos mantêm um perfil imprevisível, que o presidente preserva opções cinéticas e não cinéticas à disposição, e que conversou com Trump, demonstrando otimismo quanto a um acordo.
Contexto geográfico e estratégico
Localizada a aproximadamente 22,5 quilômetros da cidade portuária de Bandar Abbas, a ilha de Qeshm possui papel central para o controle iraniano sobre o tráfego no estratégico Estreito de Ormuz. Pela rota, passavam cerca de 20 milhões de barris de petróleo por dia antes do conflito. Os Estados Unidos já haviam efetuado operações contra a ilha em um período anterior dos confrontos.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/eua-realizam-ataques-contra-ilha-de-qeshm-no-ira/
