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Irã ameaça atacar refinarias e data centers no Golfo em caso de nova ofensiva

Irã ameaça atacar refinarias e data centers no Golfo Pérsico caso EUA e Israel retomem ofensiva militar na região.

Redação•22 de out. de 2026, 15:30
Irã ameaça atacar refinarias e data centers no Golfo em caso de nova ofensiva
Imagem: site

Irã ameaça atacar refinarias e data centers no Golfo em caso de nova ofensiva

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O Irã emitiu uma advertência nesta quinta-feira, 22, afirmando que poderá atacar instalações petrolíferas, cabos submarinos, data centers e estruturas de inteligência artificial em até sete países localizados no Golfo Pérsico. A medida drástica seria adotada caso os governos dos Estados Unidos e de Israel decidam retomar os bombardeios contra território iraniano.

A declaração foi feita por Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, em um cenário de intensificação dos riscos de uma nova escalada militar no Oriente Médio. De acordo com Mehdi Mohammadi, assessor do presidente do parlamento iraniano Mohammad Ghalibaf — que liderou a delegação do país nas conversas de paz com Washington —, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, teriam formulado um acordo preliminar voltado a uma nova ofensiva, embora existam incertezas quanto ao sucesso da operação.

Ameaça existencial

Mohammadi classificou a situação como uma ameaça existencial para a nação. “Veremos o próximo conflito como uma ameaça existencial. A terceira guerra em dois anos significa uma ameaça à nossa própria existência. Nossa estratégia é ‘zero linhas vermelhas’”, afirmou.

A reação iraniana surge após divulgações da imprensa americana apontando que o Pentágono preparou uma lista de potenciais alvos no Irã, englobando bases de mísseis, instalações nucleares e estruturas petrolíferas. A ofensiva planejada ocorreria após as eleições de meio de mandato (<em>midterms</em>) nos Estados Unidos, agendadas para 3 de novembro.

Movimentação militar e articulações políticas

Washington reforçou sua presença na região com planos para mobilizar milhares de fuzileiros navais, caças e três porta-aviões até o início do próximo mês. Na última segunda-feira, Netanyahu reuniu-se com o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, com o propósito de debater uma eventual ação militar conjunta.

Além disso, reportagem publicada na quarta-feira, 21, pelo jornal britânico <em>Financial Times</em> indicou que o premiê israelense arquitetou planos para desferir ataques contra o Irã no início deste mês, incluindo alvos civis, usinas de energia, instalações nucleares e locais do regime por meio das Forças de Defesa de Israel (IDF). No entanto, Trump teria vetado a retomada imediata dos combates antes das eleições americanas.

Publicamente, a linha oficial do governo norte-americano sustenta que não haverá novos ataques antes das <em>midterms</em>, movimento motivado, entre outros fatores, pelo temor de uma disparada nos preços do petróleo. Em sua rede social, o Truth Social, Trump declarou na semana passada que Washington mantém negociações produtivas com Teerã e garantiu que nenhum ataque será desfechado antes do pleito de novembro.

O conflito no Oriente Médio, deflagrado em 28 de fevereiro com investidas conjuntas de EUA e Israel contra o Irã, tem pressionado os custos de combustíveis devido à instabilidade no Estreito de Ormuz. O cenário de instabilidade regional também é agravado pelos confrontos entre rebeldes hutis do Iêmen e a Arábia Saudita, principal exportadora mundial de petróleo.

Diante da impopularidade da guerra e da queda de sua aprovação a patamares historicamente baixos, o presidente americano e o Partido Republicano enfrentam pressão política de eleitores preocupados com os desdobramentos nas urnas durante as eleições de meio de mandato. Saiba mais.

Fonte: https://veja.abril.com.br/mundo/ira-ameaca-atacar-refinarias-e-data-centers-por-todo-o-golfo-se-eua-e-israel-retomarem-ofensiva/

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