O principal índice da bolsa de valores brasileira opera em baixa nesta quinta-feira, 22. Por volta das 12h, o Ibovespa registrava queda de 1,5%, atingindo 203.436,47 pontos. No mesmo horário, a cotação do dólar apresentava alta de 0,53%, cotado a 5,05 pontos. O movimento negativo é impulsionado tanto pela cautela do mercado diante do cenário eleitoral interno quanto pelas pressões do mercado internacional em razão da escalada de conflitos no Oriente Médio.
No cenário político nacional, os investidores acompanham de perto os desdobramentos da disputa presidencial. Nova pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 22, aponta um empate técnico no segundo turno entre os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Flávio Bolsonaro aparece com 49% das intenções de voto, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva registra 48%. Como a diferença de um ponto percentual está compreendida na margem de erro de 1,6 ponto, o quadro é de empate técnico a apenas três dias da votação, agendada para domingo, 25 de outubro.
De acordo com Rodrigo Moliterno, head de renda variável da Veedha Investimentos, a proximidade do pleito e o cenário de empate levam os agentes financeiros a liquidarem posições. “As pesquisas apontam que os candidatos estão empatados, por isso, a venda de ativos é realizada, para esperar o anúncio do vitorioso, que pode ou não ser favorável ao mercado”, pontua o especialista.
Ainda no âmbito corporativo, a temporada de balanços financeiros atrai atenção, com o mercado na expectativa pela divulgação dos resultados do terceiro trimestre do Bradesco, previstos para após o encerramento do pregão.
Externamente, o avanço nos preços do petróleo gera temores generalizados sobre uma aceleração inflacionária global. Os contratos do petróleo brent registraram valorização de 2,29%, alcançando 111,31 dólares. O salto nos preços da commodity ocorre na sequência de investidas dos houthis contra a Arábia Saudita.
“A piora do conflito faz o mercado temer uma inflação global ainda mais deteriorante, o que impulsiona os juros futuros das economias desenvolvidas, pressionando ativos de risco brasileiros”, acrescenta Moliterno sobre os reflexos internacionais na economia nacional.
