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Irã reforça capacidade militar e ameaça países após declarações de Trump sobre guerra

Autoridades iranianas reforçam preparp para responder a ataques após declarações de Donald Trump sobre o andamento do conflito no Oriente Médio.

Redação•23 de out. de 2026, 11:31
Irã reforça capacidade militar e ameaça países após declarações de Trump sobre guerra
Imagem: site

Irã reforça capacidade militar e ameaça países após declarações de Trump sobre guerra

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Autoridades do Irã reforçaram nesta sexta-feira, 23, a capacidade do país de responder a possíveis novos ataques dos Estados Unidos. A manifestação ocorre após o presidente americano, Donald Trump, dar a entender que Washington poderá retomar bombardeios após as eleições de meio de mandato, agendadas para 3 de novembro.

Em declaração à imprensa estatal, o major-general Amir Hatami, comandante-chefe do Exército iraniano, afirmou que o país atingiu um patamar relevante de maturidade em sistemas não tripulados e tecnologia de drones, estando em uma condição superior para enfrentar os Estados Unidos. Hatami ressaltou que o inimigo foi avaliado, e que o Irã se equipou para uma guerra assimétrica após reconhecer as capacidades consideradas consideráveis do adversário.

Por sua vez, o general Mohsen Rezaei, principal responsável pela segurança do Irã e secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, declarou em entrevista por escrito ao veículo Drop Site que o país mantém plenas condições de prosseguir com operações envolvendo drones e mísseis. Na quinta-feira, Rezaei já havia prometido atingir instalações petrolíferas, data centers, cabos submarinos e estruturas de inteligência artificial em até sete nações do Golfo Pérsico caso os Estados Unidos e Israel voltem a bombardear o território iraniano.

Contexto militar e planos de ataque

As ameaças de Teerã surgem na sequência de revelações da imprensa americana indicando que o Pentágono preparou uma relação de alvos no Irã, contemplando bases de mísseis, instalações nucleares e estruturas de petróleo, com ofensivas previstas para após as midterms de 3 de novembro. Washington também ampliou sua movimentação militar no Oriente Médio, planejando o envio de milhares de fuzileiros navais, caças e três porta-aviões até o início do próximo mês. Na segunda-feira, o secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, reuniu-se com o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, para debater uma possível ação coordenada.

Uma reportagem publicada na quarta-feira, 21, pelo jornal britânico Financial Times apontou que Netanyahu havia estruturado planos para investir contra o Irã no início deste mês, mas encontrou oposição de Donald Trump para a retomada ampla dos combates antes do pleito nos Estados Unidos. De acordo com três fontes familiarizadas com o tema, as Forças de Defesa de Israel (IDF) mantinham-se preparadas para desferir golpes em 10 de outubro contra alvos do regime, instalações nucleares e infraestruturas civis, como usinas de energia.

Posicionamento de Donald Trump e impacto econômico

A diretriz oficial do governo de Donald Trump sustenta que não haverá novas offensivas antes das eleições de meio de mandato, movimento associado ao receio de uma nova disparada no preço do petróleo. Na semana passada, o presidente americano utilizou a rede social Truth Social para afirmar que Washington conduz negociações produtivas com Teerã e garantir que nenhum ataque ao Irã ocorrerá antes do pleito de novembro.

O conflito no Oriente Médio começou em 28 de fevereiro com ações militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. A situação tem gerado impactos nos preços dos combustíveis devido à instabilidade no Estreito de Ormuz, uma importante rota comercial global de petróleo. O cenário de instabilidade regional também é agravado pelas hostilidades envolvendo a Arábia Saudita, principal exportadora mundial de petróleo, e os rebeldes hutis do Iêmen.

Diante disso, o presidente dos Estados Unidos enfrenta pressões para encerrar um conflito visto como impopular, que provocou a queda de sua aprovação para patamares historicamente baixos, gerando preocupações no Partido Republicano quanto a possíveis reflexos eleitorais nas eleições de meio de mandato.

Fonte: https://veja.abril.com.br/mundo/a-nova-ameaca-do-ira-apos-declaracao-de-donald-trump-sobre-curso-da-guerra/

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