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Flávio Bolsonaro e Lula chegam à reta final com foco em conflitos

Disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro na reta final é marcada por polarização, ataques pessoais e poucas propostas consistentes.

Redação•23 de out. de 2026, 06:30
Flávio Bolsonaro e Lula chegam à reta final com foco em conflitos
Imagem: site

Flávio Bolsonaro e Lula chegam à reta final com foco em conflitos

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A reta final da disputa presidencial entre os candidatos do PT e do PL, Lula e Flávio Bolsonaro, é marcada por forte polarização ideológica, troca de ataques pessoais e anúncios considerados rasos. Com chances de vitória no domingo 25, os postulantes têm priorizado a mobilização de suas bases em detrimento de debates aprofundados sobre os problemas do país.

Levantamentos recentes, como pesquisa da AtlasIntel/Bloomberg, apontam que o eleitorado está dividido em trincheiras e tende a alinhar-se automaticamente ao seu candidato, independentemente de propostas concretas. No tema da democracia, 49% dos eleitores apontam Flávio Bolsonaro (PL) como o mais preparado para defender o sistema, enquanto Lula fica 2 pontos atrás. A vantagem do candidato do PL nesse quesito é impulsionada pelo discurso de que a direita sofre perseguição de magistrados associados a Lula.

No combate à criminalidade, principal preocupação dos eleitores segundo pesquisas, 43% indicam Lula como o mais preparado, enquanto 53% apontam Flávio Bolsonaro. Diante do cenário, Lula adotou o apoio à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Na área ambiental, há um empate numérico de 47% a 47% entre os candidatos. Enquanto Lula aposta no fortalecimento de agências ambientais e na COP30, Flávio defende a reorganização de órgãos como Ibama e ICMBio e votou por flexibilizar exigências no Parlamento.

A política externa também reflete o racha: 47% veem Lula como o melhor para o setor e 49% preferem Flávio, cujos discursos dividem-se entre a aproximação com os Estados Unidos e Donald Trump, e a defesa da soberania nacional aliada à China por parte do petista. Especialistas como Luiz Alberto de Farias, da USP, e Antonio Lavareda, do Ipespe, apontam que as campanhas falham ao focar em convertidos e ignorar o eleitorado fora de suas bolhas.

Para atrair eleitores, os candidatos modificaram discursos e assumiram pautas antes associadas ao adversário. Flávio passou a defender o Minha Casa, Vida e Farmácia Popular, além de prometer ampliar o Bolsa Família, igualando o placar com Lula (48% a 48%) no combate à pobreza. O senador também votou pelo fim da escala de trabalho 6x1. Por sua vez, Lula buscou espaço no empreendedorismo com um pacote de bondades para microempreendedores individuais, setor em que Flávio propôs a criação do Ministério da Prosperidade.

O cenário reflete o crescimento do conservadorismo no país. O Índice de Conservadorismo da Ipsos-Ipec atingiu 0,68 em 2026, com alta na aprovação da pena de morte (52%) e no grupo de alto grau de conservadorismo (de 49% para 55%). Nas urnas do primeiro turno, o PL de Flávio elegeu as maiores bancadas no Congresso e cinco governadores.

Apesar da forte polarização alimentada por redes sociais e divergências ideológicas, pesquisas como a da Real Time Big Data mostram consensos pontuais entre a população, como o apoio de 90% à redução da maioridade penal para 16 anos e de 80% à extinção de ao menos dez ministérios. Estudos da Ipsos-Ipec também apontam que eleitores de ambos os lados compartilham valores, mas sofrem com percepções equivocadas sobre os opositores, conforme avalia Márcia Cavallari.

Fonte: https://veja.abril.com.br/politica/flavio-bolsonaro-e-lula-chegam-a-reta-final-em-disputa-com-muitos-conflitos-e-poucas-propostas/

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