A líder da ultradireita francesa, Marine Le Pen, lançou formalmente sua candidatura à presidência da França neste domingo (25). Apontada como favorita na corrida presidencial do próximo ano, a política prometeu restaurar a ordem e a confiança nacional durante discurso em Orléans, cidade associada a Joana d'Arc.
O lançamento ocorreu em meio a um período turbulento no país. Le Pen apresentou-se como a mais preparada para enfrentar crises econômicas, sociais e de segurança. Perante apoiadores, ela defendeu uma política de tolerância zero contra o crime e afirmou que a principal obrigação do Estado é garantir a segurança, após o registro de protestos em massa contra o aumento do custo de vida e a desigualdade social que resultaram em saques e vandalismo no fim de semana anterior.
Pesquisas de opinião divulgadas neste domingo (25) indicam Le Pen na liderança com índices entre 32% e 33,5% das intenções de voto, superando o principal rival, o líder de esquerda Jean-Luc Mélenchon, que registra 17%. O cenário aponta para uma vitória de Le Pen em um eventual segundo turno agendado para o início de maio.
Em seu discurso estruturado sob o tema de uma "Renascença" nacional, a candidata prometeu endurecer políticas de imigração, restabelecer controles fronteiriços, expulsar automaticamente estrangeiros condenados por crimes e intensificar o combate a gangues e traficantes de drogas. Atualmente, Le Pen recorre de uma condenação judicial por desvio de recursos do Parlamento Europeu e poderá fazer campanha usando uma tornozeleira eletrônica.
No âmbito econômico, as promessas incluem a contenção de gastos públicos, cortes de impostos para empresas, diminuição da burocracia, além de apoio à indústria, à inovação e à inteligência artificial, rejeitando novos aumentos na idade mínima para aposentadoria.
O congresso partidário também confirmou a reeleição de Jordan Bardella como presidente do partido Reagrupamento Nacional, sendo apontado por Le Pen como sua escolha para o cargo de primeiro-ministro. Durante o evento, a fala de Bardella sofreu interrupção por ativistas de uma união estudantil judaica devido a antigas acusações de comentários antissemitas na juventude, as quais ele nega.
Sobre a relação com a União Europeia, Le Pen absteve-se de propor a saída do bloco, mas declarou que pretende diminuir a influência de Bruxelas, resgatar o controle nacional sobre leis e fronteiras e priorizar os interesses da França, incluindo a rejeição ao envolvimento em conflitos externos.
