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Economia

Mercado de gás natural no Brasil enfrenta debate sobre concorrência e o papel da Petrobras

Debate sobre o mercado de gás natural no Brasil envolve a posição dominante da Petrobras, custos industriais e a proposta de Gas Release em discussão na ANP.

Redação•27 de out. de 2026, 08:30
Mercado de gás natural no Brasil enfrenta debate sobre concorrência e o papel da Petrobras
Imagem: site

Mercado de gás natural no Brasil enfrenta debate sobre concorrência e o papel da Petrobras

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O setor de gás natural brasileiro é marcado por debates sobre a posição dominante da Petrobras e a necessidade de maior concorrência no mercado. A estatal responde por mais de 65% da produção nacional e mais de 90% do processamento, além de atuar de forma relevante na importação, transporte e comercialização.

Dados do Ministério de Minas e Energia indicam que o gás comercializado a US$ 2,86 por milhão de BTU na boca do poço chega a custar US$ 12,08 na entrada dos gasodutos. O controle exercido sobre o escoamento e o processamento possibilita a reinjeção de volumes que poderiam abastecer o mercado, gerando impactos nos preços e em toda a economia. Conforme estudos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a Petrobras arrecada cerca de R$ 11 bilhões por ano acima dos valores considerados adequados devido às tarifas cobradas pelo acesso às infraestruturas.

O impacto atinge diretamente diversos setores industriais. Para fábricas de vidro, o gás natural é essencial para manter os fornos em temperaturas elevadas e estáveis. Em segmentos como químico, de fertilizantes, siderurgia, cerâmica, papel e celulose, e alumínio, a energia pode representar até 40% dos custos de produção, afetando a competitividade da indústria nacional.

Para enfrentar esse cenário, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) discute a proposta de desconcentração do mercado, conhecida como Gas Release. A medida prevê a liberação de parte do gás concentrado na estatal para a comercialização por outros agentes. Durante consulta pública sobre o tema, 43 dos 49 participantes inscritos, o que representa 88%, apoiaram a iniciativa.

O processo regulatório enfrentou impasses, incluindo o adiamento de uma audiência pública marcada para 21 de outubro, sob a alegação de coincidência com o período eleitoral. O caso também chegou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) por meio de um pedido de investigação relacionado a abuso de posição dominante.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/infra/to-certo-ou-to-errado-o-gas-brasileiro-e-a-logica-de-sinhozinho-malta/

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