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Midterms 2026: entenda as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos

Eleições de meio de mandato nos Estados Unidos renovam a Câmara e parte do Senado nesta terça-feira (3), servindo de teste para o governo de Donald Trump.

Redação•02 de nov. de 2026, 20:30
Midterms 2026: entenda as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos
Imagem: site

Midterms 2026: entenda as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos

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As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, conhecidas como Midterms, renovam integralmente a Câmara de Representantes e um terço do Senado estadunidense. Marcada para esta terça-feira (3), a votação ocorre em um cenário em que os democratas vivem um momento favorável, nutrindo expectativas de conquistar o controle da Câmara e mirando o Senado, onde o cenário é acirrado em 11 estados.

O presidente Donald Trump, cuja aprovação atinge 32% conforme o agregador de pesquisas da CNN, busca recuperar o apoio de eleitores apreensivos com a inflação e o alto custo de vida. A alta nos preços foi intensificada nos combustíveis desde o início do conflito contra o Irã em fevereiro deste ano. Dessa forma, o pleito é considerado crucial para a viabilidade do governo Trump até 2028.

Por que a eleição tem esse nome?

O pleito recebe o nome de Eleição de Meio de Mandato por acontecer exatamente na metade do mandato presidencial. Trump assumiu o posto em 2025, e a próxima disputa pela Casa Branca ocorrerá somente em 2028. Embora o presidente não esteja diretamente nas urnas, Trump pediu que os republicanos votassem como se ele estivesse concorrendo.

O que está em disputa na terça-feira?

Na Câmara de Representantes, todos os 435 assentos estão em jogo, com mandatos de dois anos para os deputados. Atualmente, os republicanos detêm uma maioria de 218 a 214, havendo ainda duas vagas em aberto e um parlamentar independente alinhado aos republicanos. Para obter a maioria, os democratas precisam de um saldo líquido de quatro cadeiras. A distribuição de vagas varia conforme a população de cada estado: a Califórnia, por exemplo, conta com 52 representantes.

No Senado, que possui 100 assentos com mandatos de seis anos, 35 vagas entram na disputa em 2026. Hoje, a casa legislativa tem maioria republicana com 53 cadeiras, contra 47 alinhadas aos democratas, com confrontos cruciais em estados como Texas, Iowa e Georgia. Além disso, ocorrem 36 disputas pelos governos estaduais e outras votações para cargos locais.

Como funciona a votação e a apuração?

  • O voto não é obrigatório nos Estados Unidos, exigindo esforço das campanhas para mobilizar os eleitores.
  • Os cidadãos podem votar de forma presencial antecipadamente ou pelos correios, dependendo da regulamentação de cada estado.
  • Não existe um órgão centralizador de apuração como no Brasil; a contagem é de responsabilidade de cada estado, podendo se estender por dias devido ao volume de votos e ao tamanho da população.

Importância e impacto para o governo Trump

O pleito funciona como um termômetro da administração federal. Segundo Américo Martins, analista sênior de Internacional da CNN Brasil, o envolvimento intenso de Donald Trump na campanha reflete a apreensão do Partido Republicano com o resultado. Martins afirmou que muitos eleitores encaram a votação como um referendo sobre a gestão do presidente.

O analista aponta ainda que, caso os democratas obtenham sucesso, poderão bloquear as políticas de Trump, iniciar investigações sobre sua administração e pautar discussões sobre um processo de impeachment na Câmara. O próprio presidente declarou que estas podem ser as Midterms mais importantes da história do país.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/midterms-um-guia-da-eleicao-para-quem-nao-e-dos-eua/

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