O Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) manifestou congratulações ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela reeleição ocorrida neste domingo (25), após a conclusão do segundo turno das eleições presidenciais. Por meio de nota oficial, o dirigente da instituição, Beto Simonetti, pontuou os desafios que o político petista enfrentará ao longo de seu quarto mandato no comando do país.
“Cumprimento o presidente Lula pela reeleição e pela conquista de seu quarto mandato à frente do país. É um momento importante de sua trajetória política, que traz também a responsabilidade de conduzir o Brasil diante dos desafios dos próximos anos. A OAB deseja sucesso ao presidente e seguirá à disposição para o diálogo e para a construção de iniciativas que contribuam para o fortalecimento da Justiça e das instituições”, declarou Simonetti.
O líder da Ordem também enfatizou a relevância de se acatar o veredito das urnas, superando eventuais divergências no campo político. “A decisão das urnas deve ser respeitada por todos, independentemente das diferenças políticas. É esse respeito à vontade popular que sustenta a democracia”, acrescentou.
No comunicado, a organização reafirmou seu alinhamento com o diálogo institucional, destacando a manutenção de uma pauta de conversas com o Poder Executivo voltada a pautas do sistema de Justiça, à salvaguarda dos direitos fundamentais e à valorização da advocacia.
A entidade também pontuou sua atuação durante o pleito de 2026. Conforme o órgão, representantes acompanharam os procedimentos de preparação das urnas eletrônicas, o processo de votação e a totalização dos votos, além de marcarem presença no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) durante a apuração de ambos os turnos. A participação teve a finalidade de colaborar na fiscalização da transparência, da segurança e da regularidade do pleito.
Virada inédita e contexto eleitoral
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assegurou a reeleição neste domingo (25) no segundo turno ao vencer Flávio Bolsonaro (PL). O petista alcançou mais de 50% dos votos, conforme os dados parciais da apuração divulgados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na noite do mesmo dia. O episódio marcou a primeira vez na história republicana em que um candidato que terminou o primeiro turno atrás conseguiu reverter o resultado no segundo turno.
Trajetória política
Aos 80 anos, Luiz Inácio Lula da Silva disputou sua sétima eleição ao Palácio do Planalto no pleito deste ano, buscando a segunda reeleição. Nascido em Caetés (PE), é o sétimo filho de uma família com oito irmãos. Aos sete anos, mudou-se com a família para São Paulo e, aos 15, concluiu o curso técnico de torneiro mecânico. Atuou como sindicalista e foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT) em 1980.
Lula exerceu o mandato de deputado federal a partir de 1986, integrando a Assembleia Nacional Constituinte de 1987. Disputou o cargo de presidente pela primeira vez em 1989, sendo superado por Fernando Collor de Mello (então no PRN) no segundo turno. Concorreu também em 1994 e 1998, pleitos nos quais Fernando Henrique Cardoso (PSDB) sagrou-se vencedor ainda no primeiro turno.
Em 2002, o petista elegeu-se presidente no segundo turno frente a José Serra (PSDB) e reelegeu-se em 2006 contra Geraldo Alckmin (então no PSDB). Posteriormente, apoiou a eleição de sua sucessora, Dilma Rousseff, em 2010.
Em 2018, Lula foi preso após condenações por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá, tendo sua candidatura ao Planalto indeferida pelo TSE com base na Lei da Ficha Limpa. No ano seguinte, recebeu nova condenação pelos mesmos crimes no caso do Sítio de Atibaia, permanecendo detido por 580 dias. Suas condenações foram anuladas pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em abril de 2021, restabelecendo sua elegibilidade. Nas eleições gerais de 2022, conquistou o terceiro mandato presidencial após derrotar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno.
