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Presidenciáveis prometem investimentos em infraestrutura, mas execução é o principal desafio

Candidatos à Presidência prometem aportes bilionários em infraestrutura, mas especialistas apontam que o principal desafio para o próximo governo será a execução e maturidade dos projetos.

Redação•22 de out. de 2026, 11:30
Presidenciáveis prometem investimentos em infraestrutura, mas execução é o principal desafio
Imagem: site

Presidenciáveis prometem investimentos em infraestrutura, mas execução é o principal desafio

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A infraestrutura ganhou destaque nas propostas de candidatos à Presidência no segundo turno, apresentando diferentes caminhos como maior participação do capital privado, continuidade dos investimentos públicos, concessões, parcerias público-privadas (PPPs) e novos mecanismos de financiamento. Há uma convergência urgente no país sobre a necessidade de ampliar aportes e acelerar a modernização do setor.

No fim de 2025, o Ministério dos Transportes e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) anunciaram para 2026 uma carteira composta por oito leilões ferroviários e 13 rodoviários, prevendo quase R$ 290 bilhões em investimentos. Diante dessa escala, especialistas apontam que o questionamento para o próximo ciclo presidencial deve ir além do montante investido, focando em como será feita a execução.

Entre o anúncio de um recurso e a entrega efetiva de um ativo funcionando, como rodovias, ferrovias ou portos, há uma cadeia complexa que inclui estudos de viabilidade, projetos de engenharia, licenciamento ambiental, modelagem econômico-financeira, segurança regulatória, contratação, mobilização de mão de obra e fornecedores, e a construção. O principal obstáculo reside na coordenação e no nível de maturidade dessas etapas.

Novos fatores de complexidade também se somam ao cenário, a exemplo da implementação da reforma tributária e de alterações na jornada de trabalho, com o fim da escala 6x1. Tais mudanças podem pressionar custos, exigir revisões contratuais e alterar a organização operacional, impactando orçamentos, cronogramas e produtividade.

Segundo Marcos Borin, fundador e presidente da CTC Infra, o debate eleitoral precisa incorporar a maturidade dos projetos frente a esse ambiente em transformação. O autor destaca que recursos financeiros disponíveis não eliminam gargalos operacionais e que a infraestrutura opera com horizontes maiores do que os ciclos eleitorais, exigindo continuidade, previsibilidade e capacidade de priorização para transformar bilhões previstos em obras entregues à sociedade.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/infra/presidenciaveis-prometem-investir-em-infraestrutura-mas-desafio-e-execucao/

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