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Protestos na Grécia por educação e custo de vida reúnem milhares

Cerca de 10 mil estudantes e professores protestaram na Grécia por educação e custo de vida, integrando uma onda de atos na Europa.

Redação•21 de out. de 2026, 18:30
Protestos na Grécia por educação e custo de vida reúnem milhares
Imagem: site

Protestos na Grécia por educação e custo de vida reúnem milhares

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Cerca de 10 mil estudantes e professores saíram às ruas em Atenas e outras localidades da Grécia na quarta-feira, 21, para reivindicar maiores investimentos no setor educacional, infraestrutura escolar adequada e redução no número de alunos por sala de aula. Os atos, classificados pela polícia como pacíficos, integram uma onda de manifestações na Europa contra a precarização dos serviços públicos e o encarecimento do custo de vida.

Na capital grega, discentes dos ensinos fundamental, médio e superior realizaram uma marcha pelo centro da cidade e entoaram lemas em prol da educação pública e gratuita diante do Parlamento. Alguns manifestantes pernoitaram em vigília na Praça Syntagma antes do ato. Uma paralisação de médicos e professores, impulsionada por reclamações sobre remunerações baixas e déficit de pessoal, também impactou o atendimento em hospitais e escolas públicas.

As mobilizações aumentam a pressão sobre o primeiro-ministro de centro-direita, Kyriakos Mitsotakis, com vistas às eleições programadas para meados de 2027. Mesmo mais de dez anos após a crise da dívida, a população grega lida com rendimentos estagnados frente ao custo de vida, aluguéis altos e energia cara. O descontentamento foi acentuado pela inflação e pelo encarecimento dos combustíveis, impulsionados pela guerra com o Irã.

A ministra da Educação, Sofia Zacharaki, declarou antes dos protestos que o governo monitora as demandas e reconheceu o impacto das despesas de moradia para as famílias. De acordo com a pasta, estão em andamento iniciativas de mais de 733 milhões de euros para erguer residências estudantis e modernizar a infraestrutura escolar, além de cerca de 1 bilhão de euros destinados a subsídios de energia para famílias e empresas.

Entre 2009 e 2018, a Grécia adotou medidas de austeridade com cortes salariais e de investimentos públicos em troca de resgates internacionais totalizando cerca de 290 bilhões de euros. Embora os ganhos tenham voltado a subir, o poder de compra local permanece entre os mais baixos da União Europeia. A remuneração média gira em torno de 1.500 euros, patamar próximo ao de 2009, enquanto o valor dos imóveis restringe o acesso à moradia pelos mais jovens.

Cenário de insatisfação na Europa

Na França, onde os atos começaram há quatro semanas com foco em reivindicações estudantis por melhorias nas escolas, cerca de 500 mil pessoas participaram de manifestações no sábado. Distúrbios posteriores causaram aproximadamente 2.500 detenções, saques e a destruição parcial da prefeitura de Limoges por incêndio, levando o governo a decretar toque de recolher em algumas áreas. A crise ocorre antes da eleição presidencial de abril e maio, liderada nas pesquisas pela ultradireitista Marine Le Pen.

Na Itália, com inflação de 4,2% em setembro, protestos geraram confrontos em Milão, Turim e Bolonha. Em Milão, 271 pessoas foram detidas, e o vice-primeiro-ministro Matteo Salvini enviou 500 soldados para reforçar a segurança. Bloqueios de agricultores e caminhoneiros também afetam o abastecimento de combustíveis e ameaçam a produção de massas. Na Albânia, protestos antigoverno duram mais de uma semana; na segunda-feira, 19, manifestantes incendiaram o Tribunal de Apelação de Tirana após um ato estudantil em frente ao Ministério da Educação derivar em confrontos e lançamento de pedras contra a polícia.

Fonte: https://veja.abril.com.br/mundo/onda-de-protestos-europeus-por-educacao-e-custo-de-vida-chega-a-grecia/

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