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Cenário fiscal brasileiro preocupa e exige atenção, aponta especialista

Segundo o economista Jeferson Bittencourt, resiliência da economia brasileira contou com apoio de contexto internacional, mas cenário fiscal preocupa.

Redação•05 de nov. de 2026, 02:30
Cenário fiscal brasileiro preocupa e exige atenção, aponta especialista
Imagem: site

Cenário fiscal brasileiro preocupa e exige atenção, aponta especialista

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A economia do Brasil conseguiu se sustentar até o momento devido a um contexto internacional de leniência fiscal, cenário que estaria passando por transformações. A avaliação foi feita por Jeferson Bittencourt, economista da gestora ASA Investments e ex-secretário do Tesouro Nacional, durante entrevista ao programa WW.

Durante a conversa, o especialista comentou a decisão anunciada em uma quarta-feira (4) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa Selic em 13,75% ao ano. Segundo Bittencourt, o quadro das contas públicas brasileiras é motivo de preocupação. O economista alertou que os impactos do desequilíbrio fiscal tendem a se agravar de maneira exponencial, e não linear, a partir de um certo patamar de endividamento.

O ex-secretário do Tesouro apontou que o país acumulou um grande déficit no primeiro ano do atual mandato, mantendo em seguida um déficit estável em torno de 0,5% ao longo do período, em conjunto com uma taxa de juros elevada. Na visão do analista, a capacidade financeira do Brasil de honrar seus compromissos não resistiria a um novo crescimento de endividamento com a mesma magnitude no mandato seguinte.

Mudanças no cenário internacional e perspectivas

Bittencourt ressaltou que o ambiente global favorável aos desequilíbrios fiscais está se modificando. Na avaliação do especialista, o país só obteve fôlego até o momento porque o mundo vivia um período de tolerância com as contas públicas, postura que nações avançadas já começam a rever.

Com um quadro fiscal desequilibrado, taxas de juros elevadas e o arrefecimento do crescimento econômico, o economista avalia que a dívida brasileira continuará em trajetória de alta, elevando o custo de um eventual futuro ajuste.

O debate também abordou a estratégia do governo frente ao ajuste fiscal. O analista Caio Junqueira ponderou que a administração federal não deve adotar um ajuste nos moldes de 2003, mas buscaria evitar uma repetição dos episódios registrados em 2014 e 2015. A expectativa apontada seria de um controle mais modesto do resultado primário, baseado no bloqueio de recursos em caixa e na possível ampliação da base tributária, sem cortes efetivos nos gastos.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/economia-sobreviveu-porque-mundo-vivia-leniencia-fiscal-diz-especialista/

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