O senador Flávio Bolsonaro (PL) realizou sua primeira grande aparição pública nos Estados Unidos na noite de quinta-feira, 5, durante um evento da extrema direita na mansão-resort de Donald Trump, em Mar-a-Lago, na Flórida. O parlamentar garantiu que "grandes coisas" estão por vir e afirmou que continuará lutando pelo Brasil a partir do território norte-americano, contando com o apoio da maioria de direita no Congresso.
Flávio participou da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC) ao lado de seu irmão, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro, e do ator Jim Caviezel, intérprete de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no filme Dark Horse. Donald Trump não esteve presente no evento.
O senador deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos em 28 de outubro, acompanhado da esposa e de duas filhas, após descumprir uma ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) para entregar seus passaportes e sair do país pela Argentina. A viagem ocorreu após ele perder o segundo turno das eleições presidenciais para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por uma diferença superior a 4 milhões de votos. As circunstâncias da fuga resultaram em críticas à decisão de Trump de recebê-lo e conceder os vistos, incluindo cobranças de explicações por congressistas democratas ao Departamento de Estado.
Durante a CPAC, Flávio e Eduardo subiram ao palco com o presidente da organização, Matt Schlapp. O senador acusou o STF de promover opressão política e declarou:
“Sei que este não foi o fim para o Brasil e sei que não foi o fim para a América”
Questionado por Schlapp sobre como dizer "eles roubaram a eleição" em português, Flávio repetiu a acusação de fraude na disputa presidencial brasileira, sem apresentar provas. Em entrevista anterior ao jornal The New York Times, ele também fez alegações infundadas sobre fraude eleitoral, negou ter recebido ajuda externa para fugir e declarou que levará "para o túmulo" a história completa de sua saída do Brasil. Investigado pela Polícia Federal por lavagem de dinheiro e corrupção, o senador perderá a imunidade parlamentar no início do próximo ano, ao fim de seu mandato, ficando passível de processos.
Em vídeo publicado nas redes sociais da CPAC, Eduardo Bolsonaro, que reside nos Estados Unidos desde 2025, defendeu a legalidade de sua permanência e a de seu irmão no país, minimizando os riscos associados à vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato americanas.
Fonte: https://veja.abril.com.br/mundo/o-que-flavio-bolsonaro-disse-em-primeiro-evento-publico-nos-eua/
