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Economia

Governo federal estabelece três níveis de prioridade para minerais críticos no Brasil

Decreto assinado por Lula e Alexandre Silveira regulamenta política nacional e divide substâncias conforme importância econômica e riscos de abastecimento.

Redação•05 de nov. de 2026, 16:30
Governo federal estabelece três níveis de prioridade para minerais críticos no Brasil
Imagem: site

Governo federal estabelece três níveis de prioridade para minerais críticos no Brasil

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O governo federal oficializou a criação de três níveis de prioridade para minerais críticos e estratégicos no Brasil. A medida faz parte de um decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) na última quarta-feira (4).

A nova norma estabelece critérios econômicos, socioambientais e climáticos para definir a classificação das substâncias. O objetivo é permitir que o governo diferencie os minerais conforme sua relevância econômica, os riscos de abastecimento e a importância para o desenvolvimento industrial nacional.

Classes de prioridade

O decreto divide as substâncias em três categorias:

  • Classe 1: Destinada a substâncias que exigem atuação prioritária do Estado devido à elevada relevância para os interesses nacionais e aos riscos ou oportunidades estratégicas identificados.
  • Classe 2: Voltada para minerais cuja importância justifica medidas de desenvolvimento, mitigação de vulnerabilidades no abastecimento ou fortalecimento das cadeias produtivas.
  • Classe 3: Compreende substâncias que necessitam principalmente de monitoramento estratégico e reavaliação periódica de sua importância para o país.

O processo de classificação considerará fatores como riscos geopolíticos, concentração da produção global, dependência do Brasil em relação a fornecedores internacionais e a possibilidade de substituição por outros materiais. A posição do país nas etapas produtivas — desde a extração até o beneficiamento, refino e transformação industrial — também será avaliada.

Apesar da estruturação das classes, o decreto não define quais substâncias integrarão cada categoria. A definição da lista ficou sob responsabilidade do CIMCE (Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos), mediante proposta do MME (Ministério de Minas e Energia). O texto ressalta que integrar uma classe não garante de forma automática benefícios fiscais, financiamentos ou aprovação de projetos.

Critérios para minerais críticos e estratégicos

O decreto diferencia os requisitos exigidos para cada denominação:

  • Minerais críticos: Para receber a classificação, a substância deve atender a três condições simultâneas: ser necessária para setores relevantes da economia, apresentar vulnerabilidades de disponibilidade e representar risco ao país em caso de escassez. A análise engloba dependência de importações, restrições comerciais, disponibilidade de água, impactos socioambientais, exposição a eventos climáticos e reciclagem de rejeitos.
  • Minerais estratégicos: A classificação depende da existência de reservas expressivas no Brasil e da relevância para a geração de superávit comercial, desenvolvimento tecnológico, desenvolvimento regional ou redução de emissões de gases de efeito estufa.

Uma mesma substância pode acumular as classificações de crítica e estratégica, desde que cumpra os requisitos de ambas.

Contexto da política mineral

A regulamentação integra a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, instituída em setembro. A iniciativa criou o CIMCE para coordenar ações governamentais, selecionar projetos prioritários e analisar operações empresariais com ativos minerais. A meta oficial é ampliar a inserção do Brasil nas cadeias globais de tecnologias como baterias, veículos elétricos, eletrônicos e sistemas de energia, estimulando etapas de refino e transformação no território nacional.

O decreto determina que a relação de minerais seja revisada quadrienalmente, com espaço para alterações extraordinárias que considerem impactos em projetos em andamento e em mecanismos de triagem de investimentos. A publicação antecede a primeira reunião do CIMCE, agendada para esta quinta-feira (5) no Palácio do Planalto.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/infra/governo-cria-tres-niveis-de-prioridade-para-minerais-criticos/

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