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Economia

Petrobras importará 125 mil bpd de diesel para recompor estoques

Petrobras planeja importar 125 mil barris por dia de diesel em novembro para recompor estoques após paradas em refinarias.

Redação•05 de nov. de 2026, 16:31
Petrobras importará 125 mil bpd de diesel para recompor estoques
Imagem: site

Petrobras importará 125 mil bpd de diesel para recompor estoques

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A Petrobras planeja importar 125 mil barris por dia (bpd) de diesel ao longo do mês de novembro, o que totaliza 600 milhões de litros em encomendas. A medida tem como objetivo recompor os estoques da companhia após paradas programadas em unidades de refino, conforme informou à Reuters a diretora de Logística, Comercialização e Mercados da estatal, Angélica Laureano.

O volume previsto para novembro representa uma leve retração frente aos 650 milhões de litros registrados em outubro. No terceiro trimestre, a empresa contabilizou o maior patamar trimestral de importação do insumo no ano, com média de 110 mil barris diários, enquanto a média acumulada em nove meses ficou em 103 mil barris por dia.

Segundo a diretora, paradas técnicas em refinarias como a Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco, e a Refinaria Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, somadas ao crescimento do consumo ao longo do ano, motivaram a busca por garantia de estoques. A estatal também tem reforçado as compras externas devido a incertezas no setor privado relacionadas à alta nos custos do petróleo e de derivados impulsionada por tensões geopolíticas no Oriente Médio, visando assegurar o abastecimento do combustível mais consumido e importado no país. O Brasil importa aproximadamente 30% de sua demanda por diesel.

Anteriormente, a expectativa da Petrobras era não realizar compras externas expressivas em novembro. No entanto, as interrupções operacionais alteraram o planejamento. "Houve paradas em unidades como Rnest (Pernambuco) e Repar (Paraná). A importação para novembro é uma recomposição de estoques", declarou Laureano na quarta-feira.

Dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) apontam que as importações projetadas pela Petrobras para o mês equivalem a 48% dos contratos de importação firmados até o momento. O presidente da entidade, Sergio Araujo, avalia que o cenário atual indica um "baixíssimo risco de falta" de diesel, com a estatal respondendo por parcela significativa das aquisições externas. Segundo Araujo, a participação da Petrobras no total de diesel importado pelo Brasil foi de 51% em outubro, ante 39% em setembro.

O dirigente da Abicom destacou que o setor privado enfrenta grande incerteza decorrente dos custos elevados e das dúvidas sobre a continuidade do programa de subsídios governamentais, renovado mensalmente. Com a alta nas cotações internacionais do petróleo e dos combustíveis, a diferença entre os preços praticados pela Petrobras e os valores de importação se ampliou, gerando reclamações de importadores. A associação aponta que o diesel comercializado nos polos da Petrobras está mais de R$ 3 por litro abaixo do preço externo, gerando uma defasagem próxima de 100% que restringe a atuação do setor privado. No final de outubro, o governo prorrogou por mais um mês a subvenção de R$ 2,12 aplicada ao diesel.

Em nota enviada à Reuters, a Petrobras ressaltou que realiza a importação de derivados sempre que necessário para complementar a produção própria, observando critérios operacionais, econômicos e contratuais. "As decisões relacionadas a volumes importados variam de acordo com a demanda, a disponibilidade do parque de refino, as condições logísticas e as oportunidades de mercado", informou a empresa.

Como estratégia paralela para assegurar o abastecimento, a Petrobras tem operado suas refinarias próximas da capacidade máxima. O fator de utilização médio atingiu 99% no terceiro trimestre, recuando para 98% em outubro devido às paradas programadas, conforme apontado na semana passada pelo diretor de Processos Industriais e Produtos da companhia, William França.

A perspectiva para o mês de dezembro aponta para uma mudança, com a expectativa de que a estatal não precise recorrer a importações de diesel para atender ao mercado interno, uma vez que a demanda tende a arrefecer com o término do plantio da safra de verão. "A Petrobras não deve importar diesel em dezembro", afirmou Angélica Laureano. O consumo do agronegócio deve voltar a crescer no primeiro semestre, acompanhando o avanço da colheita e outras atividades do setor.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/infra/petrobras-deve-importar-125-mil-bpd-de-diesel-no-mes-para-recompor-estoques/

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