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Honda City 2027 chega ao mercado sem cortes de preço diante da concorrência chinesa

Honda apresenta a linha 2027 do City com atualizações visuais, novas tecnologias e seis airbags de série, mantendo os preços para apostar na fidelidade dos clientes.

Redação•04 de nov. de 2026, 07:30
Honda City 2027 chega ao mercado sem cortes de preço diante da concorrência chinesa
Imagem: site

Honda City 2027 chega ao mercado sem cortes de preço diante da concorrência chinesa

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A Honda apresentou oficialmente a linha 2027 do City, mantendo sua estratégia comercial sem reduzir os valores para concorrer diretamente com os automóveis chineses. Os preços do modelo variam entre R$ 117 mil e R$ 156 mil. A fabricante aposta na fidelidade dos consumidores e no pós-venda para sustentar o volume de comercialização do veículo, que traz leves modificações visuais, inclusão de novos equipamentos e a estreia de uma versão inédita.

Tanto a carroceria hatch quanto a sedã passaram por atualizações concentradas na dianteira. A montadora redesenhou os para-choques e incorporou faróis Full LED como itens de série em todas as configurações. Nas versões Touring e RS, uma faixa iluminada em LED une os faróis dianteiros, atuando como luz de posição. A área ao redor do emblema da marca ganhou moldura na cor da carroceria, criando a impressão de um capô mais longo, enquanto a grade superior exibe acabamento em colmeia com leve inclinação. O para-choque inferior traz traços distintos para cada carroceria: trapézio invertido com barras horizontais no sedã, e colmeia com seção na cor do veículo no hatch. Na traseira, o sedã exibe para-choque trapezoidal com refletores verticais, formato que também foi adotado com recortes mais afilados no hatch. As rodas de liga leve de 16 polegadas receberam novas tonalidades de cinza ou preto.

No aspecto mecânico, a linha 2027 preserva o conjunto anterior. O motor permanece o 1.5 flex aspirado de quatro cilindros, com bloco e cabeçote de alumínio e injeção direta, entregando 126 cv de potência com etanol ou gasolina. O torque máximo é de 15,8 kgfm com etanol e 15,5 kgfm com gasolina. A transmissão continua automática do tipo CVT, com simulação de trocas de marcha e função que intensifica o freio-motor em declives ao detectar o acionamento do pedal de freio. Os dados oficiais de consumo indicam para o sedã médias de 9,1 km/l na cidade e 10,8 km/l na estrada com etanol, além de 12,9 km/l (cidade) e 15,3 km/l (estrada) com gasolina. Para o hatch, os números apontam 9,1 km/l na cidade e 10,7 km/l na estrada com etanol, e 13,2 km/l (cidade) e 15,1 km/l (estrada) com gasolina.

A cabine traz como destaque uma central multimídia com tela sensível ao toque de 10 polegadas nas versões Touring e RS, permitindo controle de volume e troca de faixas por gestos com múltiplos dedos, além de conectividade sem fio com Android Auto e Apple CarPlay. A interface prioriza um visual discreto com fundo preto. Em termos de segurança, todas as versões passam a contar com seis airbags de fábrica. O pacote de assistência à condução Honda Sensing foi integrado às configurações EX, EXL, Touring e RS, incluindo frenagem automática de mitigação de colisão, assistente de permanência em faixa e controle de cruzeiro adaptativo aprimorado com capacidade de parada total. A partir da versão EXL, o modelo oferece o sistema myHonda Connect para rastreamento e comandos à distância via aplicativo de celular. A garantia de fábrica foi ampliada para seis anos sem limite de quilometragem.

A pré-venda teve início em 5 de outubro com um lote inicial de 3 mil unidades e valores alinhados à linha 2026, com preços partindo de R$ 117.500 para a versão LX e alcançando R$ 156.400 na versão RS. Esgotado esse lote inicial, a tabela passará a subir R$ 200 na versão LX e R$ 1.100 nas demais configurações. As vendas regulares começam no início de novembro. Durante a pré-venda, houve oferta de documentação gratuita para financiamentos pelo banco da montadora.

Executivos da marca comentaram a decisão de não participar de uma guerra de preços em meio ao avanço de modelos importados da China na faixa entre R$ 100 mil e R$ 200 mil. Ariel Mógor, gerente de marketing da Honda, declarou que a empresa não pretende recorrer a descontos agressivos para disputar clientes, destacando os elevados índices de satisfação no pós-venda e o retorno do público fiel à marca. Entre janeiro e agosto de 2026, a família City registrou 18.909 unidades emplacadas no Brasil.

Fonte: https://g1.globo.com/carros/noticia/2026/11/03/honda-city-2027-muda-pouco-e-nao-baixa-precos-para-enfrentar-os-chineses-veja-o-teste.ghtml

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