O Departamento de Defesa dos Estados Unidos, liderado por Pete Hegseth, revelou uma iniciativa estratégica com o objetivo de fortificar a infraestrutura militar do país e elevar a resiliência nacional diante de eventuais confrontos armados. O anúncio ocorreu em 30 de setembro.
Entre as medidas apresentadas está o programa FORTRESS, sigla em inglês para Operações Federais para Resiliência, Recursos de Tropas, Energia, Suprimentos e Sobrevivência. A iniciativa busca diminuir a dependência das Forças Armadas em relação a fornecedores externos e a sistemas fundamentais externos, a exemplo da rede elétrica civil.
De acordo com o comunicado oficial divulgado pelo departamento, o programa encerra décadas de dependências silenciosas que deixaram o setor militar vulnerável a minas estrangeiras para obtenção de terras raras, fábricas no exterior voltadas a microchips, cadeias de suprimentos internacionais para armamentos e à rede elétrica comercial para manter as bases em funcionamento.
Conforme informações veiculadas pela emissora americana Fox News, o planejamento estabelece que as principais instalações militares americanas tenham capacidade para operar por, no mínimo, 90 dias sem nenhum tipo de suporte externo. A reportagem também aponta a expectativa de que fábricas civis estejam prontas para fabricar equipamentos militares caso haja necessidade.
O memorando oficial assinado por Hegseth divide o programa FORTRESS em cinco pilares fundamentais:
- Autonomia energética: As bases não vão depender apenas da rede elétrica civil, contando com geração própria de energia para manter a operação em caso de cortes no fornecimento externo.
- Suprimentos nacionais: Cadeias de suprimentos essenciais — incluindo terras raras, semicondutores, metais especiais e propelentes — serão extraídas, refinadas e fabricadas dentro dos Estados Unidos.
- Reservas estratégicas ampliadas: O texto prevê estoques reforçados de munições, combustíveis, medicamentos e sangue.
- Segurança física e digital: As instalações passarão a contar com proteção direcionada contra sabotagens, invasões cibernéticas e ataques de drones.
- Proteção espacial: O plano inclui a salvaguarda de satélites contra interferências de potências adversárias.
Como parte das movimentações recentes na área de defesa, o Pentágono também confirmou a criação do Comando de Guerra Autônoma. O novo comando terá a responsabilidade de conduzir operações militares utilizando sistemas autônomos e não tripulados, a exemplo de drones. Além disso, foi anunciada a construção de uma nova base de elite totalmente desconectada da rede elétrica comercial, batizada de Next Great.
Em meio ao cenário de conflito contra o Irã, o presidente Donald Trump encaminhou ao Congresso uma solicitação de orçamento de US$ 1,5 trilhão para a Defesa com vistas ao ano de 2027. Embora a proposta ainda precise ser validada pelo Senado, o valor representa o maior montante histórico para as forças armadas norte-americanas, superando a marca de um trilhão de dólares pela primeira vez.
Atualmente, os Estados Unidos lideram os investimentos globais em defesa. Projeções do ranking Global Firepower para 2026 apontam que a China ocupa a segunda posição, com investimentos cerca de três vezes menores, na faixa de US$ 303 bilhões, ao passo que a Rússia destinou US$ 212 bilhões ao seu setor militar.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/pentagono-infraestrutura-bases-militares/
