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Economia

PT articula reação contra o Banco Central diante de expectativa sobre taxa de juros

A primeira decisão do Banco Central após a reeleição de Lula gera atritos com o PT e expectativa de reação caso a Selic seja mantida.

Redação•03 de nov. de 2026, 13:30
PT articula reação contra o Banco Central diante de expectativa sobre taxa de juros
Imagem: site

PT articula reação contra o Banco Central diante de expectativa sobre taxa de juros

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A primeira decisão do Banco Central após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva deve gerar novos conflitos entre a legenda e a autoridade monetária. Nos bastidores partidários, a possibilidade de manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano já gera insatisfação em alas mais heterodoxas, que avaliam o patamar atual como excessivo para o cenário econômico brasileiro.

A reação do partido tende a ser intensa caso o Comitê de Política Monetária (Copom) encerre, nesta quarta-feira, 4, a série de cinco reduções seguidas da taxa básica. Um dos nomes previstos para assumir protagonismo nessa discussão é a deputada Gleisi Hoffmann, ex-presidente do PT. No domingo, 1º, ela utilizou as redes sociais ou manifestou publicamente elogios a um texto escrito pelo economista André Lara Resende, um dos criadores do Plano Real, que aponta os juros altos como causa relevante de desequilíbrios fiscais no país. O posicionamento foi visto como indício de que setores petistas estão dispostos a confrontar a direção do Banco Central.

O conflito surge em um cenário sensível para a gestão federal. A piora nas projeções referentes à inflação, ao câmbio e aos juros após o processo eleitoral fez com que bancos e consultorias alterassem suas previsões para a reunião do Copom. Em pesquisa realizada pela Reuters, 33 de 48 analistas consultados apostam na manutenção da taxa em 13,75%. Uma medida nesse sentido significaria a interrupção inicial no ciclo de cortes iniciado anteriormente, justamente quando Lula busca reatar a confiança junto aos investidores.

As divergências, no entanto, vão além da definição do percentual da taxa básica. Setores do Partido dos Trabalhadores enxergam os juros elevados como barreiras para o avanço da economia, os investimentos produtivos e a consolidação fiscal, impactada diretamente pelo encarecimento da dívida pública. Em contrapartida, a cúpula do Banco Central argumenta que a condução monetária precisa mitigar as pressões inflacionárias e os riscos fiscais. O impasse evidencia os desafios do presidente para equilibrar as pressões de sua base aliada e a busca por estabilidade nos mercados no começo de seu quarto mandato.

Fonte: https://veja.abril.com.br/economia/pt-prepara-ofensiva-contra-o-banco-central-apos-decisao-sobre-juros/

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