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Sergio Moro defende investigações profundas e critica a impunidade em entrevista

Em entrevista à VEJA, o ex-juiz Sergio Moro defende investigações rigorosas sobre escândalos recentes, aponta caminhos para a segurança e comenta o cenário político.

Redação•23 de out. de 2026, 06:30
Sergio Moro defende investigações profundas e critica a impunidade em entrevista
Imagem: site

Sergio Moro defende investigações profundas e critica a impunidade em entrevista

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O ex-juiz federal e futuro governador do Paraná, Sergio Moro, de 54 anos, defendeu em entrevista à revista VEJA que o Brasil enfrente a impunidade e investigue todas as suspeitas, independentemente de quem esteja envolvido, incluindo familiares de autoridades e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Com passagens por todos os Poderes da República e 22 anos de magistratura, Moro afirmou que o erro é tentar esconder os problemas. “O que não funciona é varrer as coisas para debaixo do tapete”, declarou.

Eleito no primeiro turno ao governo paranaense com 3,1 milhões de votos (50,1% do eleitorado), o ex-magistrado comentou o cenário político nacional e a atuação da Operación Lava-Jato, destacando que a força-tarefa mantém enorme peso político no país e que os paranaenses têm orgulho da operação. Moro também criticou duramente a soltura de condenados por corrupção por meio de artimanhas formais e políticas, afirmando que a medida faz com que criminosos voltem a delinquir.

Questionado sobre escândalos recentes, como os casos do INSS e do Banco Master, Moro classificou como estarrecedora a notícia de que Daniel Vorcaro teria liberado milhões de reais em suposto suborno para a produção de um filme sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O político também comentou a situação de Flávio Bolsonaro (PL), seu aliado na campanha contra a reeleição de Lula, afirmando que o parlamentar deu explicações sobre os fatos e que assinou requerimentos para apurar o escândalo do Banco Master, diferenciando sua postura da do governo federal.

Sobre o STF e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Moro afirmou que existem abusos por parte de alguns ministros que precisam ser coibidos e confirmou ter assinado o pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes em decorrência de revelações envolvendo Daniel Vorcaro. O futuro governador defendeu ainda uma reforma completa no Judiciário, que inclua o fim do foro privilegiado, a criação de mandatos de doze anos para ministros e a implementação de um código de ética.

Para a segurança pública no Paraná, Moro detalhou planos que englobam:

  • Criação de forças-tarefas inspiradas na Lava-Jato para desmantelar o crime organizado;
  • Implementação de centros integrados para melhorar a comunicação entre Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, guardas municipais e forças federais;
  • Construção de um presídio estadual de segurança máxima, com regime de cárcere duro, celas individuais, sem visitas íntimas e com monitoramento de todas as comunicações.

Por fim, ao falar sobre sua futura gestão no estado, sucedendo Ratinho Jr., Moro apontou que pretende criar uma agência anticorrupção, melhorar o financiamento da saúde, solucionar gargalos de infraestrutura de mais de trinta anos e revisar a carga tributária estadual.

Fonte: https://veja.abril.com.br/paginas-amarelas/sergio-moro-e-preciso-apurar-tudo/

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