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Economia

Vitória de Lula agita mercados financeiros e altera planos de investidores

A vitória de Lula no segundo turno provocou forte volatilidade na bolsa, disparada no dólar e alterou as estratégias de investidores para a economia.

Redação•01 de nov. de 2026, 08:30
Vitória de Lula agita mercados financeiros e altera planos de investidores
Imagem: site

Vitória de Lula agita mercados financeiros e altera planos de investidores

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A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições provocou forte reação nos mercados financeiros, contrastando com o otimismo inicial gerado pelo desempenho do senador Flávio Bolsonaro no primeiro turno, ocorrido em 5 de outubro, quando o Ibovespa bateu recorde ao atingir 206 912 pontos, enquanto juros futuros e dólar recuaram. Após a virada de Lula na reta final, a segunda-feira 26 foi marcada por queda de 14% na bolsa, disparada de 8% no dólar e alta nos juros futuros.

Especialistas apontam que obter lucros com investimentos exigirá cautela e planejamento. Fernando Ferrer, sócio da Lifetime, recomenda evitar pânico diante de oscilações bruscas. O histórico de três mandatos de Lula indica uma tendência de resistência ao ajuste fiscal, embora investidores avaliem a possibilidade de uma postura pragmática. Declarações do ministro da Fazenda, Dario Durigan, apontam para maior comedimento, e nomes como o do vice-presidente Geraldo Alckmin surgem entre os cotados para ajustes na pasta.

A economista-chefe da KAT, Elisa Machado, destaca que o mercado exigirá prêmios de risco maiores enquanto o governo não apresentar uma estratégia fiscal viável e capacidade de aprovação e execução no Congresso. Como resultado, analistas recomendam cautela e perfis conservadores na gestão das finanças pessoais.

Recomendações para renda variável e fixa

  • Renda Variável: A perspectiva de juros elevados penaliza setores dependentes de crédito, como varejo e construção civil. Como exemplo, as ações do Magazine Luiza recuaram 58% no dia seguinte ao segundo turno. Por outro lado, exportadoras (como Embraer e Suzano) e concessionárias de saneamento e energia ganham preferência devido à solidez financeira e proteção contra inflação.
  • Renda Fixa: Especialistas indicam títulos pós-fixados do Tesouro Direto e papéis atrelados à inflação (Tesouro Direto IPCA+), que oferecem juros de até 8% ao ano. Contratos de juros futuros para novembro de 2027 passaram de 12,9% para 14,3% após o pleito, enquanto prazos de cinco anos pagam 15%.

Pressões inflacionárias internas, somadas a cenários externos como o conflito entre Estados Unidos e Irã, reforçam o apelo por diversificação internacional. Bruno Mérola, sócio da Dylan Wealth, recomenda destinar entre 10% e 40% da carteira para o exterior por meio de contas globais ou fundos de índice (ETFs), lembrando que o índice S&P 500 acumula alta de 13% no ano na Bolsa de Nova York.

Fonte: https://veja.abril.com.br/economia/vitoria-de-lula-sacode-os-mercados-abre-incertezas-e-muda-planos-dos-investidores/

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